Como fazer o financiamento de imóveis?

Como fazer o financiamento de imóveis?

Não tem como questionar: o financiamento de imóveis é um aliado na aquisição da sonhada casa própria. Para ter sucesso na empreitada, é essencial conhecer quais os tipos de empréstimo imobiliário adotados por cada instituição financeira. Somente assim é possível escolher o que melhor se adapta à nossa realidade e, assim, fugir de problemas futuros.

Não tem como questionar: o financiamento de imóveis é um aliado na aquisição da sonhada casa própria. Para ter sucesso na empreitada, é essencial conhecer quais os tipos de empréstimo imobiliário adotados por cada instituição financeira. Somente assim é possível escolher o que melhor se adapta à nossa realidade e, assim, fugir de problemas futuros.

Para auxiliá-lo a conseguir o crédito para a compra de um imóvel, preparamos este post explicando cada tipo de financiamento e quais os documentos necessários. Confira!

Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)

Apenas o financiamento de imóveis pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) pode ser contratado com o FGTS. No entanto, ele deve estar dentro de um limite de valor predefinido periodicamente.

Atualmente, os valores são, conforme segue adiante:

  • até R$ 950 mil para os Estados de MG, SP, RJ e DF; 
  • até R$ 800 mil para os demais Estados. 

Esses valores não podem ser empregados na reforma ou ampliação de imóvel e na compra de imóvel comercial, de terrenos sem construção e de material de construção.

Para a aquisição da casa própria, o FGTS pode ser usado em três momentos:

  • comprar ou construir: pagar uma parte ou o valor total do imóvel;
  • amortizar ou liquidar dívidas: quitação total ou parcial das dívidas;
  • pagar parte do valor das prestações: reduzir em até 80% o valor das prestações em 12 meses seguidos.

A maior exigência para o uso do FGTS na aquisição da casa própria é que o imóvel deve estar localizado no perímetro urbano da cidade e ter como finalidade a moradia do comprador.

Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)

Por lei, todo agente financeiro membro do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) deve designar uma parcela do seu capital aplicado em cadernetas de poupança (65% dele) para a autorização de crédito imobiliário. Essa retenção é a base do SBPE, que financia a maior parte das compras ou construções de imóveis no país. 

O SBPE abastece, em especial, o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a mais importante linha de crédito habitacional do Brasil, em que custos e normas são reguladas pelo governo federal. 

O prazo pode variar de uma instituição para outra, como também as taxas cobradas. Com prazos de quitação muito longos, no primeiro momento, isso é uma vantagem para quem quer investir, mas pode comprometer seu orçamento num período curto de pagamento. Por isso, avalie sempre cada situação.

O SBPE é ideal para os seguintes casos: 

  • comprar um imóvel residencial cujo valor ultrapassa o limite de outras linhas de crédito;
  • comprar um segundo imóvel;
  • para pessoa física que não tem os recursos do FGTS. 

Os pré-requisitos para fazer essa modalidade de financiamento são:

  • ser maior de idade;
  • ser brasileiro: caso seja estrangeiro, é necessário ter visto de permanência no país;
  • não ter registro do nome no SCPC ou no SERASA;
  • comprovar a participação de até 30% da sua renda mensal.

As taxas podem variar muito de banco para banco. Nesse caso, é aconselhável pesquisar e fazer simulações para saber qual é a melhor escolha para o seu caso antes de fechar alguma proposta.

Financiamento direto com a construtora

Esse tipo de negociação é uma boa opção para quem planeja comprar um apartamento na planta. Como as construtoras querem vender suas unidades, elas estão sempre abertas a negociações.

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Esse tipo de financiamento conta com várias vantagens, assemelhando-se muito aos das instituições financeiras. A construtora realiza uma análise completa que consiste em:

  • simulação de crédito realizado pela própria construtora;
  • avaliação do imóvel após a aprovação de crédito;
  • lista de documentos pessoais e comprovantes de renda;
  • análise jurídica, caso não haja qualquer tipo de restrição.

Com todos esses pontos aprovados e dentro das normas exigidas, o financiamento é liberado. 

Documento de identificação do comprador

Cada organização pede uma lista de documentos relativos ao vendedor, ao comprador e ao imóvel. Confira:

  • RG (carteira de identidade); 
  • CPF (Cadastro de Pessoa Física); 
  • extrato do FGTS;
  • carteira de trabalho;
  • declaração de estado civil; 
  • comprovante de renda; 
  • certidão negativa de débitos de tributos e contribuições federais (CCN);
  • declaração de Imposto de Renda.

Comprovante de renda

É o documento que comprova que você tem, de fato, capacidade para assumir o pagamento mensal do financiamento. A partir dele, será definido o valor da carta de crédito.

A comprovação da renda familiar é a soma da renda de todos os membros da família que trabalham ou que têm renda formal. É muito importante, pois as prestações não podem exceder 30% da renda comprovada. Confira!

Assalariados

Para os assalariados, deve ser apresentado o contracheque. Esse é o documento emitido pelas empresas que comprovem o valor e quando foi feito o pagamento. Geralmente, são solicitados os três últimos.

Empresários

Os empresários devem apresentar o pró-labore. A declaração de pró-labore é emitida pelo contador da empresa a fim de que o sócio prove os seus rendimentos.

Profissionais liberais e autônomos

Profissionais liberais, como dentistas, médicos e advogados, bem como autônomos, eletricistas, encanadores e vendedores devem apresentar a Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore). Trata-se de um documento que comprova o pagamento de quem não tem carteira assinada. 

Vale lembrar que, hoje, um autônomo tem a oportunidade de trabalhar de maneira formal como Micro Empreendedor Individual (MEI). A formalização melhora as chances de obter um financiamento. 

Documentos de identificação do vendedor

Também são indispensáveis para o financiamento alguns documentos do vendedor, pessoa física, do imóvel:

  • RG (carteira de identidade); 
  • CPF (Cadastro de Pessoa Física);
  • declaração de estado civil;
  • certidão conjunta de débitos relativos aos tributos federais.

Quando o vendedor é uma pessoa:

  • contrato social com firma reconhecida em cartório e assinada pelos representantes;
  • certidão negativa de débito (CND);
  • certidão negativa de débitos de tributos e contribuições federais (CCN);
  • contrato social ou estatuto social consolidado e registrado perante a Junta Comercial;
  • ata de eleição da diretoria registrada na Junta Comercial para empresas que possuem estatuto social e não contrato social.

Documentos do imóvel a ser financiado:

  • Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU);
  • certidão negativa do IPTU;
  • matrícula do imóvel.

É importante destacar que os documentos que devem ser apresentados para o financiamento de imóveis podem variar entre uma instituição financeira e outra. Portanto, não deixe de se informar sobre a documentação exigida pela instituição que você pleiteia o financiamento.

Lembrando que você precisa estar no controle da sua vida financeira, entender os valores das prestações, planejar dar uma entrada, controlar seus endividamentos e estar preparado para o inesperado. São pontos cruciais que garantem que você assume essa responsabilidade com tranquilidade.

Agora que você já sabe como fazer o financiamento de imóveis, compartilhe este artigo nas redes sociais!

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