Consórcio ou financiamento? Entenda de vez as diferenças entre eles!

Consórcio ou financiamento? Entenda de vez as diferenças entre eles!

Muitas pessoas têm dificuldades em fazer um planejamento financeiro em longo prazo. Por isso, não conseguem reservar um dinheiro para comprar à vista o tão sonhado imóvel. Sendo assim, recorrem a outras opções — que são uma boa estratégia se adquiridas com inteligência financeira — para pagar o bem. Pensando nisso, alguns ficam na dúvida

Muitas pessoas têm dificuldades em fazer um planejamento financeiro em longo prazo. Por isso, não conseguem reservar um dinheiro para comprar à vista o tão sonhado imóvel. Sendo assim, recorrem a outras opções — que são uma boa estratégia se adquiridas com inteligência financeira — para pagar o bem. Pensando nisso, alguns ficam na dúvida sobre qual é a melhor forma de pagamento: o consórcio ou financiamento.

Neste artigo, abordaremos esses dois tipos de quitação e mostraremos quais as diferenças entre eles e como escolher o melhor de acordo com o perfil do comprador. Acompanhe os próximos tópicos!

O que é consórcio e financiamento?

O consórcio é uma modalidade de compra constituída por um grupo de Pessoas Físicas ou Jurídicas que tem o objetivo de criar uma poupança para a aquisição de um imóvel. Essa união de indivíduos é gerenciada por uma administradora de consórcios fiscalizada pelo Banco Central do Brasil (BACEN).

Funciona assim: o valor do imóvel é “fatiado” em parcelas em um prazo preestabelecido. Durante esse período, todos os participantes do consórcio contribuem mensalmente, conforme estipulado no contrato. Além disso, a administradora promove sorteios frequentes até que todos sejam contemplados com um crédito no valor do bem.

É possível, também, a oferta de lances entre os participantes durante os sorteios. Assim como é feito em um leilão, o que apresentar a melhor proposta financeira ganha a rodada.

Por outro lado, o financiamento envolve a concessão de crédito de uma instituição financeira para alguém que deseja comprar um imóvel. Dependendo do contrato, o valor desse empréstimo é diluído em vários anos.

Dessa forma, o adquirente quita o preço total em parcelas mensais atreladas a juros e taxas. Sendo assim, no fim da dívida, o custo cobrado vai além do valor líquido do imóvel.

Quais são as diferenças entre eles?

Conhecendo as peculiaridades entre o consórcio e o financiamento, fica mais fácil identificar a melhor opção de acordo com as necessidades do comprador. Vejamos os principais aspectos de cada modalidade.

Taxas e juros

As parcelas do financiamento são corrigidas pela taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), pela Taxa Referencial (TR) e pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). É possível, inclusive, comparar os juros cobrados pelas principias instituições bancárias do Brasil.

Por exemplo, com base na Selic, atualmente os juros ficam em torno de 5,5%; a Caixa Econômica Federal (CEF) cobra 7,5 % ao ano mais a TR nos imóveis adquiridos por meio do Sistema Financeiro Habitacional (SFH), para valores acima de R$ 1,5 milhão. Porém, esse não é o teto, mas o piso da taxa cobrada pela CEF.

Para conquistar o valor mais baixo, o comprador precisa atender a uma série de critérios que vão desde o tempo de relacionamento com o banco e o valor do imóvel, até a renda familiar. No caso do consórcio, não há cobrança de juros, pois a correção não vem dos reguladores oficiais, como a Selic.

Na verdade, o reajuste anual das parcelas é feito pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) fornecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse indicador mede a variação do custo dos insumos utilizados nas construções. Geralmente, o INCC oscila abaixo da Selic. No seu último acumulado anual, registrou uma média de 4,15%.

Custos totais

O Custo Efetivo Total (CET) do financiamento vai além das taxas Selic, TR e IPCA. Há ainda os tributos atrelados ao pacote de serviços exigidos pelas instituições bancárias. Acrescente a isso a inclusão das taxas dos seguros obrigatórios e do sistema de amortização escolhido, como a Tabela Price ou o SAC.

Por outro lado, o consórcio constitui a sua mensalidade com base no fundo comum que corresponde ao valor do bem, o seguro e uma taxa administrativa para cobrir os custos com a manutenção dos grupos do consórcio.

Entrada

As instituições financeiras estipulam um limite para o valor concedido nos financiamentos. Voltando ao exemplo da Caixa Econômica Federal, nas modalidades tradicionais de crédito é financiado, no máximo, 80% do valor de um imóvel novo. Sendo assim, caso o comprador consiga esse percentual, ainda desembolsará 20% do custo total da moradia.

Nesse caso, para financiar um imóvel que custa, por exemplo, R$ 500 mil o interessado dará R$ 100 mil de entrada. Em contrapartida, o consórcio é isento da taxa de entrada. Com certeza, é uma opção atraente para quem não tem capital, mas deseja muito ter a casa própria.

Prazos

Nos financiamentos, o prazo total compreende as carências e a amortização. Dependendo do contrato e do perfil de risco do comprador, esse período pode ser maior ou menor. No entanto, quanto maior a extensão do crédito, mais caro será o custo final da dívida.

Entretanto, os consórcios têm prazos definidos pela administradora e estipulados no contrato. Conforme explicado, esse tipo de pagamento não tem uma alteração considerável do valor final, não importa a quantidade de parcelas permitida, pois não sofre a correção das taxas oficiais.

Como escolher a melhor opção?

Um recurso que ajuda muito na escolha entre consórcio ou financiamento é a calculadora disponibilizada em vários portais de instituições financeiras. Para apresentar o cálculo final, são pedidas algumas informações sobre o financiamento, como:

  • se é para pessoa física ou jurídica;
  • se o imóvel é residencial ou comercial;
  • se a moradia é nova ou usada;
  • a localização;
  • o valor aproximado do imóvel;
  • a renda bruta familiar;
  • a possibilidade de utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
  • a data de nascimento do interessado.

Dessa forma, fica bem fácil pesquisar qual instituição oferece as condições que mais se aproximem do perfil do comprador. A mesma ferramenta é encontrada em sites de empresas que oferecem consórcios. Por meio de simulações, o interessado consegue entender a proposta que oferece as taxas mais razoáveis.

No geral, um item que pesa muito na decisão é a urgência na aquisição do imóvel. Para aqueles que têm pressa, o financiamento é uma solução, pois a casa é entregue assim que o contrato for assinado. Algo que não acontece com o consórcio. Uma vez que envolve primeiro a contemplação para a disponibilização do imóvel.

Outro grupo que opta muito pelos financiamentos são os investidores. Esse público, injeta capital em diversas formas de investimentos do mercado de imóveis, como o certificado de recebíveis imobiliários (CRI). Parte dos rendimentos são usados para quitar as prestações e o restante é pago pela locação do imóvel financiado.

Sendo assim, não há uma regra para escolher entre o consórcio e o financiamento. Pelo contrário, um estudo minucioso aliado com o conhecimento do perfil do comprador será como uma luz que vai clarear o caminho certo.

Gostou das nossas dicas? Então, saiba agora como conseguir a aprovação de financiamento imobiliário e conquistar o seu lar!

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